segunda-feira, 16 de maio de 2011
Trabalho
Estava pensando na minha carreira profissional.
Comecei cedo, com 16 anos eu fui contratado por uma multinacional como jovem aprendiz no Senai. Durante um ano eu realmente estudei e ralei para permanecer no curso. Aulas de português, matemática, diagramação, entre outras, tomavam o meu tempo. Depois disso ia pro Senai para jogar Ping-pong. É a vida, rs. Depois de 2 anos como aprendiz o contrato chegou ao fim, e passei a procurar emprego. Achei um que estava bem ao meu lado. Fui trabalhar como Aux Administrativo na distribuidora onde meu pai era Gerente geral e a minha irmã era Assistente Administrativo (faltava minha mãe nas relações públicas e o Guilherme como mascote). Enfim, depois de um mês na empresa pensei: vou morrer aqui como auxiliar, pra ser promovido tenho que passar por cima da Talita e, pensando mais alto, por cima do Eudi. Não tive alternativa, fui procurar emprego novamente. Fiz dezenas de entrevistas e mais dezenas de redações, por fim, fui chamado para ser, novamente, jovem aprendiz em uma conceituada Consultoria que atua a mais de 45 anos no mercado.. Fiquei contente com a empresa e em saber que eles davam oportunidade para promoção de cargo, mas triste por saber que ia começar do zero.
Minha história com a Consultoria começou antes de eu começar no meu pai. Participei de 3 etapas antes e fui reprovada na ultima por não ter agradado o Gerente. No dia da entrevista com o Gerente eu me preparei muito, mas passei mal no dia e acabei indo pra entrevista apenas para ser mais uma na contagem. Pois bem, meses depois eles me ligam me oferecendo a mesma vaga. E lá fui eu de novo passar por mais uma levar de entrevistas, redações e testes psicológicos. Enfim, fui contratado e fiquei 2 anos nessa consultoria.
Sofri muito. Trabalho pesado, pressão constante, estresse a flor da pele e uma equipe desmotivada.
Beleza, manolo. Conheci figuras importantes para minha vida e pessoas que eu desejava não conhecer.
Com 1 ano de empresa, surgiu a primeira oportunidade para ser promovido. Um estagiário tinha pedido demissão e eles iam precisar de alguém para ficar em seu lugar, pensei: Caraca meu irmão, é a minha chance. Tirando o meu amigo Osmar (que estava na mesma situação que eu) eu era o mais indicado para ser promovido. Você foi promovido? Pois é, nem eu. Eu e Osmar ficamos na reserva, ficamos iguais ao Rivaldo qnd o São Paulo foi eliminado da Copa do Brasil.
O desânimo nos pegou. Começamos a "cagar" para o serviço." Se me mandar embora é lucro, quero que se exploda" - dizíamos. Depois de esperar alguns meses no banco de reservas, ficamos sabendo que poderíamos, enfim, ser escalados. Ficamos nervosos e enfim veio a escalação. Seu nome tava nela? Pois é, nem o meu. O critério de desempate foi o tempo de casa. Meu querido amigo tinha UM mês a mais na empresa. Fui pra reserva de novo. Mas aí, veio uma reestruturação na equipe. Vagas novas iriam abrir e no mieo delas estava a minha. Fui, então, promovido a Auxiliar de Departamento Pessoal.
Mas para a minha surpresa só receberia aumento de trabalho. Disseram-me que eu tinha que esperar o contrato de aprendiz acabar para poder ser promovido. Fiquei triste, mas feliz em saber que algo eu receberia depois disso tudo. Em novembro de 2010 eu tive meu salário reajustado para a função que eu exercia. Não querendo me gabar, mas uma moça me chamava de "referência" do DP.
Passaram alguns meses e eu fui ficando insatisfeito com as condições de trabalho. Comecei a ficar meio revolts. Não procurei emprego, mas me ofereceram, aceitei, pedi demissão, me despedi e fiquei feliz.
Moral da história: Deus ta no controle mermão!
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